segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Segunda-feira sem verbos.

E intenção da escrita de hoje: sem verbos. Início da segunda feira: manhã bonita. O sol lá fora, forte e tímido; dia quente. Escola. Tudo normal, mesmas aulas, nada de novo. E no meio, uma notícia com muita felicidade em sua constância. Felicidade em meu peito. Um dia desses; pecado. Eu e você. Sol lindo e céu e nuvens e azul bebê. Tudo para nós. E uma separação contra o desejo , porém, justa para você. Sono? Então, já para a cama! Minha felicidade, a mesma. Luz. Difícil contraste nesse dia. E a prova de história. E o metrô. E o sol ainda lá, quente e o céu ainda lá azul bebê. Uma chamada aleatória. Meu caminho para lá, agora. Estação diferente. E logo meus amigos. Meus bons e velhos amigos. De repente...a noite! A luz branca no fundo do sol, e mais acima a Lua...que sorriso lindo! Alguém...meu caminho, agora o de antes, contorno da simples aleatoriedade. Meu telefone afinal de contas, para mim, para alguém. E com a graça da tecnologia, a Lua, a estrela. O sorriso da lua, Vênus bem abaixo. A menina, um sorriso? Meu coração cheio de luz com meu convite irrecusável. Sorriso interno. Meu desejo? Um beijo. Um beijo e apenas um. Uma flor equivalente à um beijo. Minha mão em seu cabelo. Cabelos ao vento. Sem um penteado e bonitos. Um sorriso. Um beijo. Sem fim! Mas...a despedida. Pecado, num dia como esse. Minha memória, solta, como uma imagem. A Lua no céu azul bebê. Cedo. Admirável Lua. Euforia pouco antes de agora. Vontade de besteira, bobagem, a vida linda. Mil, mol vezes vencedor do dia. E o convite irrecusável? Ah, sim. Este segredo para a lua. Para a menina. Sorriso? Mol vezes vencedor do dia. Um beijo? Um poeta com rima. Um menino vencedor, poeta. De um menino para poeta. Tudo isso só com um beijo. Lembrete necessário; a menina. Seu rosto, sua beleza incrível! A luz novamente! Vontade de besteira, bobagem, a vida linda. Por favor, seu convite, seu convite apenas. Agradecimentos, à Lua por favor. À menina anjo pequeno de bochechas cheias. Muito explícito? Somente dois dedinhos. E também, ao sentimento, a palavra. Às preocupações, seus devidos lugares. Fora daqui! Este espaço, meu? Pois bem, meu e meus sentimentos. Eu e minhas palavras amigas. Inimigas. Traiçoeiras. Olhos de ressaca, pois bem. Dissimuladas e ciganas. Sem elas, eu não inteiro à vida. Quem sabiamente, com teoria e lógica, com o pensamento à palavra. Oralmente e com ousadia ao pensamento para a mim, contrari edade.A dedução de que o dia de ontem para mim, às palavras? Sim, o dia de ontem, Domingo. Porém, Domingo com domingo. Domingo após domingo. E nada. E nada de palavras. Dia tão nada, que nada de palavras. Irônico? Irônico, adjetivo ao pensamento de negação à ideia de que a Lua com seu sorriso, calças e cu com a conquista referente à notícia do início do dia em contraste com o tédio do dia, com a luz infinita e forte e quente e inevitável. Irônico? Coincidência? Ora menina, ao convite irrecusável, sorriso. Um beijo sim. Uma rima. Um menino. Uma menina. Um poeta. E mais um beijo. O ônibus! Um beijo rápido. E no fim, um telefonema para a confirmação da vida.

Um comentário:

  1. O calar das palavras para o desabrochar de um sorriso. Contudo, não qualquer sorriso, mas um vivaz, completo, que se formou ao som das palavras mais doces. Foi um sorriso surgido de uma ligação inesperada, uma alegria que despontou de dentro para fora, permanecendo eterna nos minutos (e quantos minutos!) que durou. Ganhei um presente naquela segunda-feira: o aviso sobre a lua. E que maravilhoso era seu brilho, seu riso... este pela vida e pela esperança! Sinto, contudo, a falta de um agradecimento merecido, mas como poderia se as palavras me escaparam para ceder lugar a uma alegria inenarrável? Agora, diante deste novo presente - seus textos, que muito me fazem bem -, um novo sorriso, uma nova alegria e, ainda assim, a falta de palavras suficientes. Diante dessa precariedade, resta-me apenas a simplicidade sincera: obrigada por se importar; obrigada por me fazer sorrir; obrigada pelas brincadeiras; obrigada pelos abraços infinitos; obrigada pelas risadas incontidas; obrigada por me fazer olhar o céu; obrigada por aquela ligação; obrigada por aquela "segunda-feira sem verbos".

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