O vento continua a andar
pela grama entre os insetos.
Notícias para soprar.
Para os que ouvem, para os cegos.
O vento continua sempre a soprar.
Escondendo-se à sombra de uma árvore
onde dorme, no silêncio se acalmar.
Melhor assim, longe do luxo de mármore.
O vento continua a cantar.
Encantando as moças à janela.
Dando poesia aos homens do mar
descobrindo o mundo em sua caravela.
O vento continua a vir do horizonte.
Da linha que separa o grande mar do céu.
Que ao olhá-la não sabe o quando e o onde.
Até a noite varrer o firmamento com seu negro véu.
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