Um céu bonito. Um céu com estrelas infinitas que refletem nos olhos, atravessando o corpo com suas luzes celestes até alcançar a alma, apaziguando toda minha inquietude e pressa. A luz das estrelas me banha e me tira a consciência do tempo. Me tira tudo que poderia me deixar apressado e preocupado com o tempo. Porque o tempo não anda junto com as quietude das estrelas? Parece que ele sempre anda com o brilho de uma luz forte, do sol. O tempo corre na velocidade da luz. É noite. As luzes no céu não aparecem muito. Sabe, moro numa cidade poluída. Ela me obriga a poder ver somente as luzes dos carros, dos prédios, das propagandas. Ela me obriga a vidrar meus olhos. Mas eu sou insistente. Demora, mas eu procuro Orion até encontrá-lo. Ele também tem uma vida cheia, não pode ficar pousando o tempo todo. Olha Vênus. Esta vive para pousar. Fica sempre azuladamente brilhando. Ela e a Lua têm uma relação oscilante. Melhor definindo: elas valsam. Ora estão próximas, ora estão distantes. Uma relação de tapas e beijos. Onde, por vezes, a Lua está cheia e cheia de amores, com Vênus logo ao seu lado. E os dois namoram para todos verem. Mas, logo brigam e a Lua fica murcha (muitas vezes nova) e Vênus fica longe, embirrada. Mas isso é apenas uma visão humana. Uma visão exata certamente daria explicações de fenômenos e não haveria muito o que discutir sobre metáforas e símbolos. A vida é uma arte, não é mesmo? Mas eu me refiro à arte de criança arteira. Daquelas que dão susto, bagunçam a casa, fazem gritaria. E nós somos os pais, os adultos chatos. A vida fica correndo no quintal, feliz da vida. Cabelos ao vento, uma roda ao lado girando, controlada pela vida criança. O sol quente, escaldante. Revela-se na pele da criança. Suada, com as canelas finas à mostra, em alta velocidade. E sempre vem o adulto dizendo para parar de correr, porque senão ela se machuca. E não é que ela se machucou mesmo? Sei que se ninguém tivesse falado nada, ela ainda estaria correndo. A gente sempre coloca urucubaca na nossa vida e sempre acontece merda. Devíamos nos sujeitar mais a nossa vida. Devíamos rir da vida depois daquele escorregão. Devíamos tirar mais fotos da nossa vida correndo. Uma imagem tão bonita! Em um dia lindo, ela correndo feliz! Mas sempre estamos lá para dizer que não é certo, que é melhor ficar parado, estático, chato. A cultura e a civilização/elas que se danem/ou não/contanto que deixem meu cabelo belo/como a juba de um leão. Contanto que deixem meu cabelo como a juba de um leão, me sujeito a viver proseando por aí contando minhas histórias.sábado, 11 de setembro de 2010
Cultura e Civilização.
Um céu bonito. Um céu com estrelas infinitas que refletem nos olhos, atravessando o corpo com suas luzes celestes até alcançar a alma, apaziguando toda minha inquietude e pressa. A luz das estrelas me banha e me tira a consciência do tempo. Me tira tudo que poderia me deixar apressado e preocupado com o tempo. Porque o tempo não anda junto com as quietude das estrelas? Parece que ele sempre anda com o brilho de uma luz forte, do sol. O tempo corre na velocidade da luz. É noite. As luzes no céu não aparecem muito. Sabe, moro numa cidade poluída. Ela me obriga a poder ver somente as luzes dos carros, dos prédios, das propagandas. Ela me obriga a vidrar meus olhos. Mas eu sou insistente. Demora, mas eu procuro Orion até encontrá-lo. Ele também tem uma vida cheia, não pode ficar pousando o tempo todo. Olha Vênus. Esta vive para pousar. Fica sempre azuladamente brilhando. Ela e a Lua têm uma relação oscilante. Melhor definindo: elas valsam. Ora estão próximas, ora estão distantes. Uma relação de tapas e beijos. Onde, por vezes, a Lua está cheia e cheia de amores, com Vênus logo ao seu lado. E os dois namoram para todos verem. Mas, logo brigam e a Lua fica murcha (muitas vezes nova) e Vênus fica longe, embirrada. Mas isso é apenas uma visão humana. Uma visão exata certamente daria explicações de fenômenos e não haveria muito o que discutir sobre metáforas e símbolos. A vida é uma arte, não é mesmo? Mas eu me refiro à arte de criança arteira. Daquelas que dão susto, bagunçam a casa, fazem gritaria. E nós somos os pais, os adultos chatos. A vida fica correndo no quintal, feliz da vida. Cabelos ao vento, uma roda ao lado girando, controlada pela vida criança. O sol quente, escaldante. Revela-se na pele da criança. Suada, com as canelas finas à mostra, em alta velocidade. E sempre vem o adulto dizendo para parar de correr, porque senão ela se machuca. E não é que ela se machucou mesmo? Sei que se ninguém tivesse falado nada, ela ainda estaria correndo. A gente sempre coloca urucubaca na nossa vida e sempre acontece merda. Devíamos nos sujeitar mais a nossa vida. Devíamos rir da vida depois daquele escorregão. Devíamos tirar mais fotos da nossa vida correndo. Uma imagem tão bonita! Em um dia lindo, ela correndo feliz! Mas sempre estamos lá para dizer que não é certo, que é melhor ficar parado, estático, chato. A cultura e a civilização/elas que se danem/ou não/contanto que deixem meu cabelo belo/como a juba de um leão. Contanto que deixem meu cabelo como a juba de um leão, me sujeito a viver proseando por aí contando minhas histórias.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário