quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Falta ferro ao ferreiro.

Sou um poeta analfabeto,
otorrinolaringologista.
Faço poemas sem afeto
sem amor, sem ser analista.

Não quero ser cronista,
Escrever em prosa? Não me apego.
Não danço; não é meu lar a pista.
E adentrar o mundo das palavras, não me atrevo.

Mal decorei o alfabeto,
quanto mais as palavras à prima vista.
Não sei ler nem Monteiro Lobeto
Que escrevia para criança noviça.

Quando eu aprender a ser poetista,
de certo abandonarei meu emprego;
otorrinolaringologista
e escreverei para parnasianos e leigos.

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