Sou um poeta analfabeto,
otorrinolaringologista.
Faço poemas sem afeto
sem amor, sem ser analista.
Não quero ser cronista,
Escrever em prosa? Não me apego.
Não danço; não é meu lar a pista.
E adentrar o mundo das palavras, não me atrevo.
Mal decorei o alfabeto,
quanto mais as palavras à prima vista.
Não sei ler nem Monteiro Lobeto
Que escrevia para criança noviça.
Quando eu aprender a ser poetista,
de certo abandonarei meu emprego;
otorrinolaringologista
e escreverei para parnasianos e leigos.
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