Os acordes começam, e suas disposições fazem do tom, menor. Então, como quem não quer nada, surgem as notas, soltas, ao contrário. Ecoadas, indo de um canto ao outro do cérebro. E essa melodia segue num fluxo contínuo e que parece não ter fim. Respiro com dificuldade. Fecho e abro os olhos e vejo que tudo está no mesmo lugar. Mas será? O que acontece no quase desprezível segundo que eu fecho os olhos? A todo instante isso acontece, para todos. O que dá para acontecer nesse instante? Dá pra se apaixonar? Dá pra ter uma grande epifania? Dá pra sentir uma dor? A agulha vai riscando...e as notas, com algumas leis, vão fazendo seu caminho...até o meu cérebro, este que carrega tantas dúvidas, desejos, preocupações e suplica por certeza. E agora, desabafando com meu fiel blog...meu caro, sinto que há uma semente entusiasmada querendo nascer. Não sei o que faço. Sei que vou continuar continuando o que deve ser continuado. Preciso estudar amanhã. Infelizmente eu vou ter que dar uma rebolada grande na vida, porque INFELIZMENTE, é dia dos pais. E isso significa compromisso com os familiares. Eu amo meu pai, amo o pai do meu pai, o pai da minha mãe. Mas isso não significa que o dia que determinaram ser "deles" eu tenho que ser submisso e (se eu não for às comemorações de família, sou) julgado como membro da família inconsequente que não liga pra ninguém. Odeio isso. Enfim, acho que seria uma boa eu dormir, pensar na minha singela semente. Tentar esquecer as cinzas. Renascer. Ligar-me a minha cabeça. Esse post não está bom, ele tem tom confessionário. Bom, eu sou de carne e osso, não posso ser artista o tempo todo. O artista já foi dormir, ele está deitado com as boas lembranças, chorando porque hoje são cinzas. Ele está feliz porque há uma semente muito bonitinha e pequenina querendo nascer. Agora eu pergunto a esse andarilho de memórias: "Mas antes de ficar todo contente, será que essa semente é recíproca?" ele me diz "As mulheres são confusas". Sabe, apesar de eu ter um ar cético para o meu eu artista preguiçoso e cigarrento, eu admiro muito a conclusão de que ele teve agora. As mulheres são confusas. São como cebolas infinitas. Camadas e mais camadas. Sem fim. A vantagem sobre o homem? Bom, ela se machuca superficialmente, não é? Agora, eu que tenho uma camada, que me exponho e me dou completamente, saio arrasado, com as minhas memórias chorosas...e a esperança. Mas eu tenho o meu eu cético, ranzinza, rabugento, que lhes escreve agora. Estou com sono e vou dormir. Se bem me conheço não vou sonhar hoje à noite. Resmungo algo contra o meu eu artista, mágico que bem provavelmente, não irá dormir, cantando para as estrelas, relembrando as cinzas e a semente. Que o passado que te carregue então! Boa noite.sábado, 7 de agosto de 2010
Enfim.
Os acordes começam, e suas disposições fazem do tom, menor. Então, como quem não quer nada, surgem as notas, soltas, ao contrário. Ecoadas, indo de um canto ao outro do cérebro. E essa melodia segue num fluxo contínuo e que parece não ter fim. Respiro com dificuldade. Fecho e abro os olhos e vejo que tudo está no mesmo lugar. Mas será? O que acontece no quase desprezível segundo que eu fecho os olhos? A todo instante isso acontece, para todos. O que dá para acontecer nesse instante? Dá pra se apaixonar? Dá pra ter uma grande epifania? Dá pra sentir uma dor? A agulha vai riscando...e as notas, com algumas leis, vão fazendo seu caminho...até o meu cérebro, este que carrega tantas dúvidas, desejos, preocupações e suplica por certeza. E agora, desabafando com meu fiel blog...meu caro, sinto que há uma semente entusiasmada querendo nascer. Não sei o que faço. Sei que vou continuar continuando o que deve ser continuado. Preciso estudar amanhã. Infelizmente eu vou ter que dar uma rebolada grande na vida, porque INFELIZMENTE, é dia dos pais. E isso significa compromisso com os familiares. Eu amo meu pai, amo o pai do meu pai, o pai da minha mãe. Mas isso não significa que o dia que determinaram ser "deles" eu tenho que ser submisso e (se eu não for às comemorações de família, sou) julgado como membro da família inconsequente que não liga pra ninguém. Odeio isso. Enfim, acho que seria uma boa eu dormir, pensar na minha singela semente. Tentar esquecer as cinzas. Renascer. Ligar-me a minha cabeça. Esse post não está bom, ele tem tom confessionário. Bom, eu sou de carne e osso, não posso ser artista o tempo todo. O artista já foi dormir, ele está deitado com as boas lembranças, chorando porque hoje são cinzas. Ele está feliz porque há uma semente muito bonitinha e pequenina querendo nascer. Agora eu pergunto a esse andarilho de memórias: "Mas antes de ficar todo contente, será que essa semente é recíproca?" ele me diz "As mulheres são confusas". Sabe, apesar de eu ter um ar cético para o meu eu artista preguiçoso e cigarrento, eu admiro muito a conclusão de que ele teve agora. As mulheres são confusas. São como cebolas infinitas. Camadas e mais camadas. Sem fim. A vantagem sobre o homem? Bom, ela se machuca superficialmente, não é? Agora, eu que tenho uma camada, que me exponho e me dou completamente, saio arrasado, com as minhas memórias chorosas...e a esperança. Mas eu tenho o meu eu cético, ranzinza, rabugento, que lhes escreve agora. Estou com sono e vou dormir. Se bem me conheço não vou sonhar hoje à noite. Resmungo algo contra o meu eu artista, mágico que bem provavelmente, não irá dormir, cantando para as estrelas, relembrando as cinzas e a semente. Que o passado que te carregue então! Boa noite.
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Sinto-me um pouco intrusa por comentar sempre, mas gosto da elegância dos seus textos, que vão desfilando, de maneira delicada e original, sentimentos complexos, construindo sensações sobrepostas que resumem a complexidade dos pensamentos humanos. Assim, fica difícil ler e não comentar.
ResponderExcluirDe todas as passagens, a mais bela: "Fecho e abro os olhos e vejo que tudo está no mesmo lugar. Mas será? O que acontece no quase desprezível segundo que eu fecho os olhos?"
É por trechos assim que você conquistou uma leitora assídua.
E, aua, cebolas infinitas? Sendo ou não, acho que a confusão feminina é algo que machuca as próprias mulheres... o que causa ferimentos gradativos e, na verdade, todas as feridas doem por igual, sejam em quem for, pois, afinal, os sentimentos são sempre os mesmos.
Expressá-los é que é difícil... e que bela forma você tem de fazê-lo!