Estávam os dois. Enfim sós. Enfim os dois. Em um lugar tão escondido e tão aberto. Tão bonito. Fora o dia em que ele dissera a ela que ele gostava do jeito que ela sorria, que ela era recatada, que ela ria. Dissera coisas que ela gostara de ouvir. E ela ficava mais e mais sem graça. Conversando à toa, sem o tempo ou o espaço ou ninguém para impedir. It was timeless. E entre a conversa, a menina dissera que era cética. O rapaz não podia deixar aquilo acontecer. Uma menina tão diferente que não acreditava? "Você tem que acreditar!", dizia ele. E ela talvez num charme misterioso ou simplesmente sendo honesta dizia não entender. Depois de muito tentar convencer, o rapaz não a venceu. Desapontado, ele se conformou e continuaram a conversar. Conversaram sobre as coisas. Tentaram fiamente descobrir o sentido da vida. Acabaram por concluir que de nada tem a vida. Discutiram sobre quando vão dormir e como tudo, aparentemente tudo vem à mente. Tentaram descobrir como é que fazia para chegar na terra-que-chega-sem-querer. Cantarolaram letras impactantes dos Beatles. Pararam no tempo, olharam para o mundo e perceberam que este girava. Fizeram cócegas um no outro, numa incessante guerra, até pararem no chão, um do lado do outro. Rindo como nunca. Depois de dançarem valsa ao som das árvores ao redor, eles se sentaram novamente e começaram a ouvir o mundo. O silêncio entre os dois dizia tudo. Então, como se algo premeditado tivesse em mente, os dois começaram a se olhar. Imediatamente o pobre coração do rapaz começou a querer pular do peito. Boca seca, pernas tremendo. A menina mostrava um sorriso quase nulo, no canto da boca. O rapaz começou a se aproximar. Ela transformou sua expressão. Estava séria. O garoto parou. "Sabe que eu não acredito no amor." "Bom, então eu tenho uma proposta", disse o rapaz numa ideia repentina. "Qual?" "Deixe-me te provar que o amor existe." "Como? Com um beijo apaixonado, eu suponho", disse a menina com ironia. "Não, uma prova mais concreta.", contrapôs o rapaz. "Deixe-me pegar um pedaço pequenino de amor, e aí eu volto para te mostrar. E aí, você vai ver diante de seus olhos. E também verá que o pedaço que eu conseguir pegar não será nada comparado ao amor, amor mesmo."sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Enfim. Dois.
Estávam os dois. Enfim sós. Enfim os dois. Em um lugar tão escondido e tão aberto. Tão bonito. Fora o dia em que ele dissera a ela que ele gostava do jeito que ela sorria, que ela era recatada, que ela ria. Dissera coisas que ela gostara de ouvir. E ela ficava mais e mais sem graça. Conversando à toa, sem o tempo ou o espaço ou ninguém para impedir. It was timeless. E entre a conversa, a menina dissera que era cética. O rapaz não podia deixar aquilo acontecer. Uma menina tão diferente que não acreditava? "Você tem que acreditar!", dizia ele. E ela talvez num charme misterioso ou simplesmente sendo honesta dizia não entender. Depois de muito tentar convencer, o rapaz não a venceu. Desapontado, ele se conformou e continuaram a conversar. Conversaram sobre as coisas. Tentaram fiamente descobrir o sentido da vida. Acabaram por concluir que de nada tem a vida. Discutiram sobre quando vão dormir e como tudo, aparentemente tudo vem à mente. Tentaram descobrir como é que fazia para chegar na terra-que-chega-sem-querer. Cantarolaram letras impactantes dos Beatles. Pararam no tempo, olharam para o mundo e perceberam que este girava. Fizeram cócegas um no outro, numa incessante guerra, até pararem no chão, um do lado do outro. Rindo como nunca. Depois de dançarem valsa ao som das árvores ao redor, eles se sentaram novamente e começaram a ouvir o mundo. O silêncio entre os dois dizia tudo. Então, como se algo premeditado tivesse em mente, os dois começaram a se olhar. Imediatamente o pobre coração do rapaz começou a querer pular do peito. Boca seca, pernas tremendo. A menina mostrava um sorriso quase nulo, no canto da boca. O rapaz começou a se aproximar. Ela transformou sua expressão. Estava séria. O garoto parou. "Sabe que eu não acredito no amor." "Bom, então eu tenho uma proposta", disse o rapaz numa ideia repentina. "Qual?" "Deixe-me te provar que o amor existe." "Como? Com um beijo apaixonado, eu suponho", disse a menina com ironia. "Não, uma prova mais concreta.", contrapôs o rapaz. "Deixe-me pegar um pedaço pequenino de amor, e aí eu volto para te mostrar. E aí, você vai ver diante de seus olhos. E também verá que o pedaço que eu conseguir pegar não será nada comparado ao amor, amor mesmo."
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