
Com a dor, vem a dor. Com a ferida vem a tristeza. Com o refletir vem a raiva. Com a calma, vem a lembrança. Com o desejo de fuga, vem o ceticismo. Com o ceticismo, vem o conformismo. Com o confromismo, vem a rotina. Com a rotina, vem a loucura. Com a loucura, vem o desejo de fuga novamente. Com esse novo desejo de fuga, vem a possibilidade. Com a possibilidade, vem a novidade. Com a novidade, vem o esquecimento. Com o esquecimento, volta a lembrança. Com a lembrança de volta depois do esquecimento, vem a nostalgia. Com a nostalgia, vem a serenidade. Com a serenidade, vem a tristeza de novo. Com a tristeza vem a raiva, o refletir, o desejo de fuga, o ceticismo. Com tudo, vem tudo. Só não pense que o azul representado é o retrato real e inteiro do ser. Este retrato, mostra só uma face pequeno de tudo. E eu vou escrevendo com o desejo de não mostrar nunca o tudo.
Soneto do cético
O amor é conceito inexistente Tende a criar, mas no fim só destrói Nada explica o porquê do sorridente, Só se dá e recebe; e no fim corrói.
Tudo tem seu fim, inexperiente, Um dia você verá como dói, A solidão será a confidente, E esta nunca olha, consente ou condói
Porém, não tema, pobre e só amante, Um dia verás que teu forte herói Nada mais é que um entorpecente
Que desiste, some e ninguém constrói Não quero me iludir, nem me tente, Descrente estou, como acontecer sói.
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